terça-feira, 14 de abril de 2015

Por que precisamos de infográficos e como deixá-los excelentes


O designer Thomas Porostocky, fundador da agência de criação TOM, acredita no poder dos infográficos. Quando fala sobre eles, o entusiasmo em sua voz é imediatamente notado. E ele também é muito bom em criá-los. Tendo trabalhado para clientes comoWiredNew York Times, Nike, IBM e outros, Porostocky é altamente requisitado por sua habilidade de criar belos designs que facilitam a compreensão de processos e informações complexas.
Conversamos com o artista sobre infográficos — o que os torna importantes, qual a abordagem dele ao criá-los e o que você pode fazer para deixar os seus excelentes também.
Por que precisamos de infográficos
Vivemos em uma época de excesso de informações. Os humanos produzirão mais dados nos próximos cinco anos do que produziram nos últimos 5.000. Muitas dessas informações são importantes para o público em geral, mas, como os dados sozinhos podem ser áridos, desinteressantes ou difíceis de serem entendidos, elas geralmente são ignoradas. Segundo Porostocky, é aí que os infográficos entram em ação.
“Os infográficos ajudam a iluminar muitas dessas ideias, tornando-as compreensíveis”, diz ele. “Destacá-las é a parte difícil, mas se você apresentá-las de uma forma um pouco mais envolvente e elegante, conseguirá deixá-las interessantes.”

TOM para a GOOD Magazine
TOM para a GOOD Magazine

Comece com os dados, não com o visual
Todos os projetos de infográfico nos quais Porostocky trabalha começam com os dados brutos fornecidos pelo cliente. Ele começa fazendo algumas perguntas-chave para lidar com as informações recebidas: “O que estou tentando explicar? O que estou tentando mostrar? Qual é a ideia principal? Qual é o foco de interesse a ser comunicado?”
Depois, ele dá uma reduzida nas informações — uma bela reduzida. “Se você conseguir se livrar de 80% a 90%, vai ajudar a revelar a verdadeira história”, diz Porostocky. Isso não significa que não seja necessário respeitar os dados. Na verdade, diz ele, é fundamental sempre primar pela precisão e citar suas fontes.

TOM para Kinky & Co
TOM para Kinky & Co

A história é que manda
Isto é algo que Porostocky comenta muito. “Contar uma história é extremamente importante quando se trata de visualização de dados e infográficos. Se não há história, quem prestará atenção? São apenas dados brutos. A história é que vai diferenciá-lo. Se ela for marcante e divertida, as pessoas se lembrarão dela.”
Segundo Porostocky, designers não precisam apenas descobrir qual é a história, mas também encontrar a melhor maneira de torná-la compreensível e atraente para o público.
O poder dos detalhes visuais únicos
O que torna os infográficos de Porostocky diferentes dos outros são os detalhes extras adicionados por ele. Ele geralmente usa ângulos isométricos, inclinações ou, em especial, elementos 3D. Ele admite que este último tornou-se seu cartão de visitas.
Mas não se trata apenas de um chamariz. “O estilo 3D me atrai, e gosto da ideia de mostrar as coisas de uma maneira diferente, sem ficar preso às ilustrações planas tradicionais. Mesmo com um gráfico de barras ou de pizza, adicionar um pouco de profundidade ou interesse visual atrai os usuários um pouco mais.”
Os 3 fundamentos básicos do design de infográficos
Porostocky salienta que designers precisam pensar em 3 coisas ao criarem infográficos: “Ele precisa ter apelo; seu público precisa querer olhar para algo. Precisa fazer sentido; seu público precisa entender o que você está falando”, diz ele. “E o público precisa se lembrar do que você está mostrando a eles. Se você tiver essas três coisas básicas, então provavelmente fez um bom infográfico.”
O futuro dos infográficos
Porostocky acredita que o infográfico é uma forma de arte ainda muito incipiente. Ele supõe que o próximo estágio na evolução dos infográficos focará a interatividade. Como ele diz, “estamos começando a vê-los migrar para plataformas onde você pode realmente começar a envolver as pessoas”.

TOM para a M Mag - Allianz
TOM para a M Mag – Allianz

Ele também indica o Reshaping New York e o One Race, Every Medalist Ever — dois infográficos recentes do New York Times — como exemplos do direcionamento atual da mídia.
“Gosto de como eles integram perfeitamente o design de informações na peça toda. Não é apenas uma barra lateral ou um elemento independente; as informações estão integradas à animação e à história”, explica ele. “A peça toda é uma combinação agradável de tecnologia, conteúdo editorial sólido e visual robusto. É a cara do New York Times.”
Para Porostocky, é claro, os infográficos são mais do que uma forma moderna para visualizar dados. Eles são uma mídia emergente, com potencial para mudar a maneira como nós contamos histórias. Há até mesmo uma pitada de alegria infantil em sua voz quando ele diz: “Estou muito animado com o que vejo pela frente — e com a possibilidade de encontrar maneiras de ser inovador”.
Fonte: http://www.shutterstock.com/
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